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domingo, 20 de março de 2011
Charge de Maurício de Souza: Obama, Mônica e Cebolinha.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Vídeo: Prof. Luiz Felipe Alencastro analisa os protestos no Egito contra Mubarak e a posição dos EUA e Europa no Oriente Médio.
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Eleição legislativa nos EUA abre corrida presidencial

Em período de baixa aprovação do presidente, urnas definem hoje a nova composição da Câmara - onde os democratas devem perder a maioria que conquistaram em 2008 -, a renovação de um terço do Senado e os governadores de 39 Estados e territórios americanos
O resultado da eleição legislativa de hoje nos EUA deve abrir a disputa pela Casa Branca em 2012. Apesar dos rumores da candidatura alternativa da secretária de Estado, Hillary Clinton, pelo Partido Democrata, o presidente americano, Barack Obama, já se lançou à reeleição. Provável vitorioso na eleição de hoje, o Partido Republicano vê-se em vantagem em relação a 2008.
Mas está dividido. Pelo menos seis pré-candidatos concorrem com a líder do movimento ultraconservador Tea Party, Sarah Palin, pela indicação da legenda.
A eleição de hoje envolve a escolha de todas as 435 cadeiras da Câmara e 37 das 100 vagas do Senado. Além disso, os eleitores de 38 Estados escolherão seus governadores. Os democratas sairão em desvantagem do pleito. Na Câmara, perderão de 50 a 60 cadeiras para os republicanos, que assumirão a presidência da Casa, segundo o instituto Cook Political Report.
O partido de Obama seguramente manterá sua maioria no Senado, Casa controladora das políticas comercial, de defesa e econômica dos EUA. Mas sua presença será reduzida pelas seis a oito cadeiras que passarão a ser ocupadas por republicanos. Hoje no controle de 26 dos 50 governos estaduais, os democratas perderão essa maioria para os republicanos, que tenderão a expandir sua liderança em entre seis e oito Estados.
Durante a campanha, Obama saiu tardiamente em defesa dos candidatos de seu partido, a partir da segunda semana de setembro. Sua movimentação pelo país incluiu discursos em universidades e conversas com vizinhos em quintais de famílias da classe média. Mas a aprovação de Obama, de 45%, continua abaixo da desaprovação, de 47%, segundo o Instituto Gallup. Para um alto funcionário do governo americano, o cenário desfavorável a Obama é apenas momentâneo. "Com as eleições de 2010, o presidente perde no curto prazo. Mas certamente ganhará no longo prazo, com a recuperação da economia e a saída das tropas do Afeganistão", afirmou.
No início de outubro, surgiram rumores em Washington sobre a possível candidatura em 2012 da secretária de Estado, Hillary Clinton. Em 2008, a ex-senadora perdeu a indicação do Partido Democrata para Obama. A Casa Branca desmentiu. Hillary distanciou-se dos comícios. Mas o ex-presidente Bill Clinton, seu marido, saiu em defesa de candidaturas democratas no último mês da campanha. "Hoje, ninguém pode ter a certeza de vencer as primárias dos partidos em 2012", afirmou Michael Barone, analista político conservador. Segundo ele, a incerteza sobre a candidatura republicana será mais corrosiva que no caso dos democratas. Boa parte dos líderes republicanos tentará barrar o projeto de eleição presidencial de Sarah Palin.
Embora não concorra na votação de hoje, Palin foi uma das figuras mais atuantes na defesa das candidaturas republicanas e sairá fortalecida pela exposição pública. Mas sua candidatura pode semear a discórdia no partido. Muitos republicanos creem que ela afastaria parte dos eleitores independentes e beneficiaria Obama.
"Há um sentimento negativo entre os líderes republicanos sobre Sarah Palin. Ela é vista como uma política não qualificada para concorrer à presidência. Muitos tentarão formar coalizões para derrotá-la nas primárias do partido", afirmou Barone.
Para a eleição de hoje, os republicanos conseguiram reverter sua tradicional desvantagem, em relação aos democratas, na arrecadação de recursos. Além do fundo do Comitê Nacional Republicano, estruturas paralelas foram criadas para captar doações, financiar a eleição de 2010 e preparar o terreno para 2012. Karl Rove e Ed Gillespie, ex-conselheiros de George W. Bush, criaram o American Crossroad. Outro grupo similar é o Crossroad GPS. Segundo The New York Times, ambos angariaram um total de US$ 50 milhões. Passadas as eleições, as duas máquinas farão propaganda contra os projetos a ser enviados por Obama ao Congresso.
PARA ENTENDER
A cada dois anos, os americanos vão às urnas para eleger os 435 deputados da Câmara e um terço do Senado (37 das 100 vagas). Outros 39 Estados e territórios escolherão novos governadores. A eleição de hoje pode condenar o presidente Barack Obama a seus dois últimos anos de mandato sem o atual conforto da maioria no Congresso e emperrar a aprovação de projetos importantes.
PARA OS MAIS CURIOSOS, O REAL CLEAR POLITICS É UM EXCELENTE SÍTIO PARA ACOMPANHAR DISCUSSÕES SOBRE O CENÁRIO POLÍTICO AMERICANO E AS ELEIÇÕES DE HOJE.
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
Está provado: Obama é de esquerda e Medvedev de direita

Durante a assinatura do maior tratado de redução de armas nucleares entre EUA e Rússia em vinte anos, os presidentes Obama e Medvedev proporcionaram ao mundo um ótimo momento da diplomacia entre as duas potências e uma foto impagável. Como podemos perceber claramente, está provado que Obama é de esquerda e Medvedev de direita. rsrsrs.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Heresia e apostasia contra o 'deus-do-livre-mercado': Obama aprovou a reforma da saúde nos EUA
Ontem, perto da meia noite, em uma votação apertada, Obama conseguiu aprovar o seu projeto de reforma do sistema de saúde, cuja principal consequência será a extensão do atendimento a 32 milhões de americanos.
A aprovação do projeto teve a oposição integral do Partido Republicano e Obama teve que negociar e dar várias garantias a seus próprios parlamentares. A questão do aborto, por exemplo, tornou-se central porque vários parlamentares e movimentos apontavam brechas no projeto onde as verbas públicas poderiam ser utilizadas para realizá-los. O presidente reuniu a bancada ontem e garantiu a emissão de uma "ordem executiva" onde expressará a proibição desta possibilidade.
A extrema direita mostrou toda a sua fúria e teve todas as oportunidades para demonstrar o extremo individualismo em que sua ideologia odiosa é montada. Argumentos de todos os tipos alimentaram o extremismo: (a) o projeto vai aumentar impostos; (b) o Estado está intervindo na economia [intervir para salvar empresas falidas pode, para estender o atendimento de saúde não poooode!]; (c) o mercado de seguros de saúde vai ser mais controlado e será obrigado [que apostasia e heresia contra o 'deus-livre-mercado'!] a realizar um rol de procedimentos, a não recusar atendimento em caso imediato de demissão; (d) "cada família é que tem que decidir como quer fazer o seu seguro de saúde"!!! [como se todos tivessem dinheiro para escolher o seguro!!!].
A aprovação dará um certo fôlego ao governo, que vinha em embate desgastante há um ano em defesa do plano. Um debate tão crítico que fez os democratas perderem a vaga do senado representada pela cadeira do senador Ted Kennedy, falecido no fim do ano. Os republicanos ganharam a vaga na eleição suplementar no fim de 2009. O discurso de que o Estado está intervindo na economia ainda será o tom predominante na campanha para a Câmara dos Representantes (os deputados de lá) no próximo novembro. Há uma expectativa sobre o desempenho dos democratas, que hoje são maioria nesta câmara e mantém um equilíbrio tênue no senado.
O fato é que a extrema-direita americana, inflada desde a década de 1970 pela 'direita evangélica', assume um discurso raivoso e quase fascista contra todo e qualquer avanço social ou proposta de reduzir o orçamento militar ou encaminhar propostas de paz no oriente médio. Basta ver que até hoje sustentam que Obama não é americano!!! Que ele forjou sua certidão de nascimento!!! Que ele é muçulmano disfarçado!!! Que vai está preparando um golpe de estado para o final de 2010 no caso de perder as eleições legislativas!!! Que ele e Hillary Clinton são os sucessores ideológicos de Marx, Lenin e Stalin!!!
Não é à toa que sob a direção de Bush e dos republicanos o mundo foi lançado em guerras, em crises econômicas, em intolerância. Bush, os republicanos e seus apoiadores são o equivalente ocidental dos talibans e dos suicidas islâmicos.
P.S.: O SÍTIO DO JORNAL "WASHINGTON POST" APRESENTA UMA EXCELENTE LIÇÃO DE BOM JORNALISMO E DO PAPEL DA IMPRENSA NA DEMOCRACIA, QUE NÃO NOS É COMUM. O ACOMPANHAMENTO ON-LINE DO VOTO DE CADA REPRESENTANTE DURANTE A VOTAÇÃO, COM OS VALORES QUE CADA UM RECEBEU DE DOAÇÃO DE EMPRESAS DE SEGURO DE SAÚDE DURANTE A ÚLTIMA CAMPANHA ELEITORAL.
CONFIRA AQUI O WASHINGTON POST.
DETALHE ADICIONAL: NOS EUA, A CÂMARA TRABALHA NO DOMINGO À TARDE ATÉ A MEIA-NOITE! QUE INVEJA!
A aprovação do projeto teve a oposição integral do Partido Republicano e Obama teve que negociar e dar várias garantias a seus próprios parlamentares. A questão do aborto, por exemplo, tornou-se central porque vários parlamentares e movimentos apontavam brechas no projeto onde as verbas públicas poderiam ser utilizadas para realizá-los. O presidente reuniu a bancada ontem e garantiu a emissão de uma "ordem executiva" onde expressará a proibição desta possibilidade.
A extrema direita mostrou toda a sua fúria e teve todas as oportunidades para demonstrar o extremo individualismo em que sua ideologia odiosa é montada. Argumentos de todos os tipos alimentaram o extremismo: (a) o projeto vai aumentar impostos; (b) o Estado está intervindo na economia [intervir para salvar empresas falidas pode, para estender o atendimento de saúde não poooode!]; (c) o mercado de seguros de saúde vai ser mais controlado e será obrigado [que apostasia e heresia contra o 'deus-livre-mercado'!] a realizar um rol de procedimentos, a não recusar atendimento em caso imediato de demissão; (d) "cada família é que tem que decidir como quer fazer o seu seguro de saúde"!!! [como se todos tivessem dinheiro para escolher o seguro!!!].
A aprovação dará um certo fôlego ao governo, que vinha em embate desgastante há um ano em defesa do plano. Um debate tão crítico que fez os democratas perderem a vaga do senado representada pela cadeira do senador Ted Kennedy, falecido no fim do ano. Os republicanos ganharam a vaga na eleição suplementar no fim de 2009. O discurso de que o Estado está intervindo na economia ainda será o tom predominante na campanha para a Câmara dos Representantes (os deputados de lá) no próximo novembro. Há uma expectativa sobre o desempenho dos democratas, que hoje são maioria nesta câmara e mantém um equilíbrio tênue no senado.
O fato é que a extrema-direita americana, inflada desde a década de 1970 pela 'direita evangélica', assume um discurso raivoso e quase fascista contra todo e qualquer avanço social ou proposta de reduzir o orçamento militar ou encaminhar propostas de paz no oriente médio. Basta ver que até hoje sustentam que Obama não é americano!!! Que ele forjou sua certidão de nascimento!!! Que ele é muçulmano disfarçado!!! Que vai está preparando um golpe de estado para o final de 2010 no caso de perder as eleições legislativas!!! Que ele e Hillary Clinton são os sucessores ideológicos de Marx, Lenin e Stalin!!!
Não é à toa que sob a direção de Bush e dos republicanos o mundo foi lançado em guerras, em crises econômicas, em intolerância. Bush, os republicanos e seus apoiadores são o equivalente ocidental dos talibans e dos suicidas islâmicos.
P.S.: O SÍTIO DO JORNAL "WASHINGTON POST" APRESENTA UMA EXCELENTE LIÇÃO DE BOM JORNALISMO E DO PAPEL DA IMPRENSA NA DEMOCRACIA, QUE NÃO NOS É COMUM. O ACOMPANHAMENTO ON-LINE DO VOTO DE CADA REPRESENTANTE DURANTE A VOTAÇÃO, COM OS VALORES QUE CADA UM RECEBEU DE DOAÇÃO DE EMPRESAS DE SEGURO DE SAÚDE DURANTE A ÚLTIMA CAMPANHA ELEITORAL.
CONFIRA AQUI O WASHINGTON POST.
DETALHE ADICIONAL: NOS EUA, A CÂMARA TRABALHA NO DOMINGO À TARDE ATÉ A MEIA-NOITE! QUE INVEJA!
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segunda-feira, 15 de março de 2010
El Pais: EUA e Israel atravessam a sua pior crise
(...) El detonante de la crisis actual fue el anuncio por parte del Gobierno israelí de la construcción de 1.600 nuevas viviendas en Jerusalén Este (la parte árabe de la ciudad) coincidiendo exactamente con la llegada al país la pasada semana del vicepresidente de Estados Unidos, Joe Biden.
(...)
Sin la congelación de todos los asentamientos, es impensable que los palestinos accedan a un diálogo de paz serio. Sin ese diálogo es imposible que los Gobiernos árabes respalden a la Administración de Obama. Y sin ese respaldo se complica considerablemente la estrategia norteamericana respecto a Irán, incluso en Afganistán. Todos los elementos están conectados y se ven, por tanto, afectados por la crisis diplomática actual.(...)
"O estopim da crise atual foi o anúncio por parte do governo israelense da construção de 1.600 novas casas em Jerusalém Leste (a parte árabe da cidade) coincindindo exatamente com a chegada ao país na semana passada do vice-presidente dos EUA, Joe Biden.
(...)
Sem o congelamento de todos os assentamentos, é impensável que os palestinos acedam a um diálogo de paz sério. Sem esse diálogo é impossível que os governos árabes respaldem a administração de Obama. E sem esse respaldo se complica consideravelmente a estratégia norte-americana a respeito do Irã, inclusive o Afeganistão. Todos os elementos estão conectados e se veem, portanto, afetados pela crise diplomática atual. (...)"
Clique AQUI e leia matéria completa no El País.
(...)
Sin la congelación de todos los asentamientos, es impensable que los palestinos accedan a un diálogo de paz serio. Sin ese diálogo es imposible que los Gobiernos árabes respalden a la Administración de Obama. Y sin ese respaldo se complica considerablemente la estrategia norteamericana respecto a Irán, incluso en Afganistán. Todos los elementos están conectados y se ven, por tanto, afectados por la crisis diplomática actual.(...)
"O estopim da crise atual foi o anúncio por parte do governo israelense da construção de 1.600 novas casas em Jerusalém Leste (a parte árabe da cidade) coincindindo exatamente com a chegada ao país na semana passada do vice-presidente dos EUA, Joe Biden.
(...)
Sem o congelamento de todos os assentamentos, é impensável que os palestinos acedam a um diálogo de paz sério. Sem esse diálogo é impossível que os governos árabes respaldem a administração de Obama. E sem esse respaldo se complica consideravelmente a estratégia norte-americana a respeito do Irã, inclusive o Afeganistão. Todos os elementos estão conectados e se veem, portanto, afetados pela crise diplomática atual. (...)"
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