quinta-feira, 29 de julho de 2010

Entrevista esclarece dúvidas sobre acúmulo de bolsas CNPq Capes e atividades remuneradas


Publicada por Assessoria de Imprensa da Capes
Quinta, 22 de Julho de 2010 18:16
No dia 16 de julho de 2010, foi publicada a Portaria Conjunta nº 1, redigida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico (CNPq), que trata do acúmulo de bolsas com atividades remuneradas. A Assessoria de Comunicação divulga entrevista com o presidente da fundação, Jorge Almeida Guimarães, que esclarece pontos da nova medida.

Confira na íntegra a entrevista. ou baixe o texto completo em PDF publicado pela UFPB CLICANDO AQUI.

sábado, 24 de julho de 2010

Hoje tem um artigo meu no Diário de Pernambuco sobre a morte de João Pessoa.


Hoje saiu um artigo meu no Diário de Pernambuco sobre o assassinato de João Pessoa e a Revolução de 30. Pode ser acessado AQUI.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

80 anos da Revolta de Princesa e da morte de João Pessoa (2)


O coronel José Pereira rompeu com João Pessoa depois de este preterir o seu grande aliado, o ex-governador João Suassuana, ao compor a chapa de candidatos a deputados e a senador no estado. As relações estremecidas ficaram insustentáveis depois que a polícia prendeu alguns membros da família Dantas, também seus aliados, na invasão da Serra do Teixeira, levando vários outros a exilaram-se no Recife. João Suassuna é também conhecido por ser o pai de Ariano Suassuna. A sedição foi ainda apoiada, tácita ou diretamente, por Pessoa de Queiroz e pelo presidente de Pernambuco, Estácio Coimbra, aliado aos paulistas contra Vargas/João Pessoa.

O apoio deu-se dentro do princípio da legalidade, dificultando a passagem de armas para o governo paraibano através da retenção na alfândega pernambucana, recusando a prisão de quem havia se refugiado em propriedades deste estado, e principalmente com a imprensa local fazendo coro com as reivindicações de Princesa, considerando a oposição às medidas tarifárias e o apoio de Estácio Coimbra, presidente de Pernambuco, aos Partido Republicano Paulista (os "perrepistas"), representado por Júlio Prestes (o vice de Júlio, que não tem nenhum parentesco com o outro famoso Luis Carlos Prestes, foi o presidente da Bahia, Vital Soares).

Após vários meses de lutas, João Dantas, vivendo no Recife, teve seu escritório na capital da Paraíba invadidos pela polícia e parte dos documentos apreendidos foi publicada pelo jornal A União, diário oficial do estado. Vieram à luz detalhes de suas articulações políticas e de suas relações com a jovem Anayde Beiriz. O episódio foi transformado em um belo filme de Tisuka Yamazaki com Tânia Alves no papel de Anayde (Parahyba Mulher Macho). Em uma época em que honra se lavava com sangue, Dantas sabendo que João Pessoa estava de visita ao Recife, saiu em sua procura para matá-lo. Em 26 de julho ao final da tarde, João Pessoa tombou na Confeitaria Glória ao lado da Praça Joaquim Nabuco, no centro da cidade do Recife. João Dantas foi capturado e preso na Casa de Detenção onde também cairia assassinado durante os distúrbios da Revolução de 30. Só para não perder a tradição, a polícia atribuiu inicialmente a sua morte a "suicídio", mas fotografias descobertas anos depois mostram o corpo em posição distinta das fotos divulgadas inicialmente em 1930 e com um ferimento grande na testa, compatível com pancadas de um objeto pesado.

A morte de João Pessoa pôs fim à sedição de Princesa, que perdeu seu objetivo, mas provocou um efeito inesperado. Vargas havia perdido a eleição e as tentativas de conspiração para um golpe já haviam sido rejeitadas pelo próprio e também por João Pessoa. Este teria chegado a dizer que "preferia dez Júlios Prestes a uma revolução". O assassinato, entretanto, reacendeu os ânimos da Aliança Liberal. O crime foi apresentado como obra dos “perrepistas” e o corpo do governador levado para sepultamento da Paraíba ao Rio de Janeiro. Em cada porto no percurso, uma parada e discursos inflamados.

Em 03 de outubro Washington Luis foi deposto e a República Velha sepultada. Em Pernambuco, Estácio Coimbra e parte de seu secretariado abandonou o governo e partiu para um auto-exílio na Europa, incluindo um de seus assessores mais famosos, Gilberto Freyre. São Paulo passaria a ser governado pelo tenente João Alberto, pernambucano e rebelde do movimento tenentista (os paulistas quatrocentões nunca perdoaram Vargas por isso, como não toleram o Lula presidente). Um novo período de reformas políticas e econômicas tinha início. José Pereira fugiu de Princesa e viveu pelos próximos anos em muitas cidades e estados diferentes até ser anistiado. Princesa continua até hoje tendo como personagens principais em suas eleições os descendentes do coronel e dos que administraram como interventores do governo Vargas.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

80 anos da Revolta de Princesa e da morte de João Pessoa (1)


Em 28 de fevereiro de 1930 a vila do Teixeira, sertão da Paraíba fronteira com Pernambuco, foi invadida pelas tropas da polícia estadual do presidente João Pessoa. Era uma retaliação pelo rompimento político com o seu governo levado a cabo pelo coronel José Pereira, líder político do município de Princesa e arredores e o início da Revolta de Princesa, que se arrastaria por cinco meses até o assassinato do próprio João Pessoa.

Em meio ao conflito, no início de junho o coronel promoveu a independência do município com direito a hino e bandeira próprios. Em que pese o tom pitoresco, os fatos estão situados em meio a um intricado movimento de interesses políticos e econômicos e representaram um sinal do declínio do poder dos coronéis na vida política brasileira.

João Pessoa assumiu o governo da Paraíba em 1927 indicado pelo seu tio, Epitácio Pessoa, que já havia sido presidente da república e era o líder da oligarquia paraibana. Outro sobrinho, Francisco Pessoa de Queiroz, foi preterido na disputa e mudou-se para o Recife onde se afirmou como empresário e político, mas sem desistir de influir na vida paraibana. Ao assumir o governo, tomou medidas no sentido de reprimir o clientelismo que marcava as relações entre o governo estadual e os coronéis nos municípios.

De fato, não respeitou indicações de mandatários locais para nomeações de cargos públicos, apreendeu armas e cobrou impostos de aliados e opositores indistintamente. O tesouro estadual, por sua vez, vinha de uma severa crise do antecessor, João Suassuna, e a arrecadação era baixa. O comércio mais importante ocorria entre as regiões interioranas e os estados vizinhos, sem que as mercadorias viessem para o litoral.

O orçamento paraibano estava deficitário e João Pessoa relacionava o déficit ao clientelismo, que deixava intocáveis os aliados do governo e o comércio feito pelo interior, sem controle de taxação. O governador quis assim, forçar a realização deste comércio através da própria capital, permitindo assim uma maior cobrança de tributos. Para isso criou pedágios, barreiras alfandegárias e altas tarifas para os produtos que passassem pelas fronteiras interioranas, reduzindo simultaneamente as taxas para os que fossem dirigidos ao porto da capital.

Essas medidas desagradaram não apenas os comerciantes paraibanos, mas também a praça do Recife, cuja reação foi liderada por Pessoa de Queiroz através das páginas de seu jornal. João Pessoa feria assim, a base do compromisso coronelista da República Velha, o reconhecimento da figura do “coronel” como intermediador dos investimentos e nomeações para cargos no município, ao mesmo tempo em que procurou redefinir os eixos geográficos da economia paraibana.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Igreja Universal de Edir Macedo vai construir réplica do Templo de Jerusalém feito pelo rei Salomão.


(do blog de Sônia Racy, colunista do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO)

VENHA A NÓS O VOSSO REINO
A Prefeitura de São Paulo concedeu alvará para a construção de uma réplica do Templo de Salomão pela Igreja Universal do Reino de Deus. Só não será de ouro e prata, como teria sido o original. Edir Macedo garante em seu blog que não usará metais preciosos para levantar o projeto de R$ 200 milhões. Serão 12 andares, 70 mil m² de área construída, ocupando um quarteirão inteiro. A altura, de 55 m, equivale a um prédio de 18 andares. Na Av. Celso Garcia, Brás, o templo poderá abrigar 10 mil fiéis com estacionamento para mil carros. Fica pronto em 4 anos.

domingo, 18 de julho de 2010

80 anos da Revolução de 1930: A Revolta de Princesa (1)


Nestes 80 anos da Revolução de 1930, começamos a postar uma série que reúne textos, vídeos e imagens publicados sobre o assunto e textos também de minha pesquisa no mestrado, que trata do controle oligárquico na cidade de Timbaúba, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, durante a República Velha.

Começamos com a primeira parte de um documentário sobre a Revolta de Princesa, cidade da Paraíba que faz limites com Serra Talhada, em Pernambuco. Em junho de 1930, o coronel José Pereira, que controlava o município, insurgiu-se contra o presidente (governador) da Paraíba, João Pessoa. Os detalhes vemos no programa "De lá pra cá" conduzido por Ancelmo Gois e apresentado pela TV Brasil.

sábado, 17 de julho de 2010

Portaria CNPq/Capes autoriza acúmulo de bolsa com atividade remunerada.


Portaria conjunta assinada ontem (15) pelos presidentes da Capes/MEC e do CNPq/MCT, Jorge Guimarães e Carlos Alberto Aragão, permite aos bolsistas dessas agências matriculados em programas de pós-graduação no país receberem complementação financeira proveniente de outras fontes. Esta iniciativa vem atender antiga reivindicação dos bolsistas que, a partir de agora, poderão exercer atividade remunerada, especialmente quando se tratar de docência como professores nos ensinos de qualquer grau.

É vedada, porém, a acumulação de bolsas provenientes de agências públicas de fomento. Aragão disse que para receber complementação financeira ou atuar como docente, o bolsista deve obter autorização, concedida pelo seu orientador, e devidamente informada à coordenação do curso ou programa de pós-graduação em que estiver matriculado e registrada no Cadastro Discente da Capes.

No caso de comprovado desrespeito às condições estabelecidas na Portaria, o bolsista será obrigado a devolver a Capes ou CNPq os valores recebidos a título de bolsa, corrigidos conforme legislação vigente. Além disso, a concessão prevista na portaria não exime o bolsista de cumprir com suas obrigações junto ao curso de pós-graduação e à agência de fomento concedente da bolsa, inclusive quanto ao prazo de sua vigência.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pesquisa do Instituto Maurício de Nassau para governador e presidente em Pernambuco (2)..


Detalhe para o quadro que detalha os resultados por faixas de renda, onde os números de Dilma e Serra são bastante homogêneos em todas os grupos. Isso põe por terra o argumento ainda repetido por alguns de que apenas os programas sociais alimentam a popularidade do presidente e as intenções de voto de Dilma Roussef.

Destaque para os números referentes ao Sertão e Região do São Francisco, alvo das obras da Transnordestina, da "Transposição" do São Francisco, da instalação da Universidade do Vale do São Francisco, em Petrolina, dos campus avançados da UFPE e da UFRPE e de unidades da Universidade de Pernambuco (UPE, estadual). Esta última está instalando no próximo três novos cursos no Sertão: direito, medicina e odontologia. No caso de direito, é o segundo curso público em Pernambuco (o primeiro e atualmente único é o da UFPE, em Recife). No caso de medicina, é o quarto curso público, os demais são da UFPE, UPE (ambos em Recife), o da UNIVASF, em Petrolina e agora, a UPE, em Arcoverde. Há ainda as novas escolas técnicas federais, todas no Agreste e Sertão do estado.

Pesquisa do Instituto Maurício de Nassau para governador e presidente em Pernambuco.


Você pode acessar todos os dados no sítio do INSTITUTO MAURÍCIO DE NASSAU. Você clica com o botão direito do mouse e escolhe onde salvar a pesquisa completa.

PRESIDENTE (ESPONTÂNEA):

DILMA ROUSSEF - 49%
JOSÉ SERRA - 19%
LULA - 7%
MARINA SILVA - 4%
OUTROS - 1%

PRESIDENTE (ESTIMULADA):

DILMA ROUSSEF - 52%
JOSÉ SERRA - 23%
MARINA SILVA - 4%
OUTROS - 1%

Estatística eleitoral de Pernambuco - 2010



sexta-feira, 9 de julho de 2010

Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura. É a liberdade de imprensa de Serra, de FHC e do PSDB.


Do Portal Luis Nassif

Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aloízio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.

Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Marília Gabrilea vai ocupar o lugar de Heródoto Barbeiro no Roda Viva da TV Cultura.


A partir de agosto quem vai ancorar o programa Roda Viva da TV Cultura será Marília Gabriela, no lugar de Heródoto Barbeiro. Curiosamente, Heródoto sai da apresentação do programa de entrevistas após encostar José Serra contra a parede com a questão dos pedágios de São Paulo.

Documentos raros: "Sermão sobre a escravidão", do cônego Siqueira Canabarro, 1887.


Outro importante documento, um sermão às vésperas da proibição do trabalho escravo no Brasil e a decretação da abolição sem indenização aos proprietários, pronunciado pelo cônego Siqueira Canabarro, na igreja matriz da cidade de Pelotas, RS, em 13 de novembro de 1887.

Para BAIXAR O LIVRO COMPLETO, clique com o botão direito do mouse no link e escolha o local para o salvamento. Tanto esta quanto a pregação do reverendo Houston, que postei abaixo, são reveladoras da mudança de comportamento que esteve em curso na segunda metade do século XIX e que tornou a escravidão moralmente inaceitável. O que era comum em 1780, 1820, tornou-se ao longo do oitocentos, algo abjeto. Mudanças assim não são passíveis de quantificação, de mensuração, por isso passaram ao largo das análises sobre o fim da escravidão. É muito mais fácil [e de uma comodidade intelectual extrema] explicar o processo de transição da escravidão para o trabalho livre exclusivamente como fruto de uma conspiração internacional dos "interesses ingleses".