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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Download de livro raro:"Um judeu errante no Brasil: autobiografia de Salomão Ginzburg" (A Wandering Jew in Brazil), pioneiro dos missionários batistas



Pelo link abaixo você pode baixar o livro "Um judeu errante no Brasil: autobiografia de Salomão Ginzburg", que foi o missionário batista (judeu convertido, como o próprio título indica) que andou pelo interior do Nordeste todo abrindo igrejas na virada do século XIX para o XX, incluindo aí a Zona da Mata pernambucana. Na igreja batista de Nazaré da Mata, interior de Pernambuco, você ainda pode ouvir histórias até do encontro dele com Antonio Silvino, o mais famoso cangaceiro (mais até do que Lampião), que foi contratado por uma padre para matá-lo. A história é também contada no livro.

O texto está em inglês, a primeira edição é de 1922 pela Southern Baptist Convention (EUA); no Brasil foi traduzido em 1931 e impresso pela Casa Publicadora Batista, depois reeditado em 1970 já pela JUERP, e depois não mais reeditado. O reverendo Salomão Ginzburg faleceu em 1927 e seu trabalho foi marcante na fase de implantação de igrejas protestantes que é conhecida como "protestantismo de missão".

DOWNLOAD DO LIVRO EM PDF

Seu diploma de Teologia ainda não foi reconhecido pelo MEC? Abertas as inscrições para convalidação pelo Seminário Batista.


A Faculdade Batista do Paraná em Parceria com o Seminário Teológicco Batista do Norte do Brasil em Recife (STBNB) promoverá o segundo vestibular para seleção de alunos para o curso de Convalidação 2011. O novo vestibular será realizado na 2a quinzena de fevereiro em data a ser divulgada no sítio do STBNB. Veja informações sobre a Convalidação neste site, na seção de cursos ou então ligue para 81-3366-3277.

sábado, 15 de maio de 2010

Seitas protestantes em Pernambuco: subsídios históricos, de Vicente Férrer de Barros, publicado em 1906, para download.


Os que pesquisam ou são curiosos pela história do protestantismo no Brasil e em Pernambuco, gostarão todos deste LIVRO, escrito em 1906 sobre os protestantes em Pernambuco no final do século XIX e início do século XX. O texto traz uma profusão de dados, de informações várias, comentários sobre costumes, narrativas sobre os conflitos e perseguições movidas pelos frades capuchinhos, o recolhimento de bíblias e a fogueira feita para queimá-las no pátio da igreja da Penha em 1903 [a igreja é aquela que fica ao lado do Mercado de São José].

O livro foi escaneado e digitalizado pelo projeto do Google Books, a partir de um exemplar na Universidade de Austin, no Texas (EUA).

segunda-feira, 3 de maio de 2010

125 anos dos batistas em Pernambuco e 400 no mundo.


No dia 5 de maio próximo, os batistas de Pernambuco completam os 125 anos do início da pregação de suas doutrinas em nosso estado. O protagonista foi Mello Lins, despertado pela polêmica das bíblias falsificadas, travada em 1867 entre o general Abreu e Lima, pelas colunas do Jornal Pequeno, com o Cônego Pinto de Campos, pelo Diário de Pernambuco. O clima da polêmica levou Lins a examinar as referidas bíblias e, não encontrando justificativa para as acusações e perseguições, decidiu-se pelo protestantismo.

Cerca de dez anos depois optou pelos batistas, tendo sido batizado por imersão, característica dos batistas, por um pastor vindo de Salvador (Bahia), no dia cinco de maio de 1885, às margens do Rio Beberibe, a cinco quilômetros da foz. No ano seguinte, a quatro de abril, era fundada a Primeira Igreja Batista de Pernambuco, com o nome de Egreja de Christo no Recife, que teve sua sede na Rua Direita, 120. Hoje com o nome de Primeira Igreja Batista do Recife tem seu templo na Av. Conde da Boa Vista, 163.

Nesses 125 anos, o crescimento foi enorme. Instituições, como o Seminário Teológico, 1902, o primeiro do Brasil; o Colégio Americano Batista, 1906; Seminário de Educadoras Cristãs (SEC); fundação de igrejas, serviço social, comunicações, pastores consagrados e a grande aceitação da sociedade, levaram os batistas a estabelecer-se em todos os municípios do estado, somando mais de 600 igrejas, que se reúnem em Convenção, de 23 a 25 de abril para deliberarem sobre assuntos comuns.

Os batistas, como as demais denominações (ordens), são egressos dos ventos da Reforma do século 16, espalhados pela Europa. O marco, normalmente aceito, foi o ato do monge agostiniano e professor da Universidade de Wittemberg, Martinho Lutero, ao fixar as suas 95 proposições (teses) na porta da Igreja da Universidade, em 31 de outubro de 1517, para discussão, como era hábito. Não foi um ato de rebeldia; ao contrário, o propósito era melhorar a vida religiosa da época, muito envolvida com o fausto do Renascimento. Rechaçado por Roma, Lutero teve o apoio dos humanistas e a proteção dos príncipes alemães, que aproveitaram a oportunidade para se livrarem das imposições e do jugo de Roma, a igreja oficial.

Na Inglaterra, a Reforma foi muito mais traumática e sangrenta. Partiu do rei Henrique VIII, que declarou a igreja na Inglaterra independente de Roma, assumindo ele mesmo e seus sucessores, até hoje, a chefia da Igreja Inglesa. Mas o movimento luterano, mais do que a independência, lutava pela reforma da igreja, das práticas e doutrinas religiosas, expressas no trinômio: somente a Escritura, somente a Fé e somente a Graça. Estes ideais também proliferaram entre muitos religiosos da Ilha, que passaram a exigir modificações que se aproximassem do que achavam ser a pureza do modelo do Novo Testamento (puritanismo). Inconformados (inconformistas), separaram-se da igreja (separatistas) e foram à luta para verem suas ideias adotadas pelo povo inglês. Diferente da Alemanha, aqui a luta era contra o Rei, o "papa" da Igreja na Inglaterra. Por sua dissidência (dissidentes), muitos perderam a vida ou vegetaram nas prisões, enquanto outros se refugiaram na Holanda, onde havia um ambiente de maior liberdade, para defenderem as suas convicções reformistas.

É neste amalgama, propício à reflexão dos princípios da Reforma, que vão surgindo os vários grupos, denominações, com suas interpretações e acomodações peculiares, fruto da liberdade de especulação. Entre eles estão os que vão ser chamados de batistas. O grande líder e construtor do seu ideário foi Tomaz Helwys que, juntamente com João Smyth, o precursor, assinaram em 1610 uma Declaração de Fé, defendendo intransigentemente a separação da igreja do estado, principal "pedra de toque" dos batistas. Seus princípios, estabelecidos por longo e tenebroso caminho, são: absoluta liberdade religiosa para todos os homens de qualquer fé ou de nenhuma fé. Formação da
igreja por pessoas regeneradas, admitidas mediante o batismo por imersão e autonomia absoluta da igreja local.

(TEXTO DO PR. RAMOS ANDRÉ, PUBLICADO NO DIÁRIO DE PERNAMBUCO, DE 25/04/10. EMAIL DO AUTOR: jramosandre@ig.com.br)