quarta-feira, 9 de junho de 2010

Henning Mankell, escritor sueco que viajou na Flotilha da Liberdade, faz diário da viagem, do ataque de Israel, prisão e deportação.


Henning Mankell é sueco, autor da série policial "Wallander", nome do detetive que investiga crimes pra lá de escabrosos na fria Ystad, na Suécia. A série já foi adaptada duas vezes para a televisão, com uma versão sueca e outra inglesa e tornou-se outra meia dúzia de filmes [no Brasil, é exibida pelo canal Warner, aos sábados às 22:00 h e seus livros são publicados pela Companhia das Letras]. Seu estilo traz as investigações policiais clássicas, mas tem como cenário o mundo europeu do final da guerra fria, da década de 1990, envolvendo tráfico de seres humanos, imigração clandestina, xenofobia, corrupção nos altos escalões de governo e da indústria, a nem sempre cordial relação da península escandinava com a vizinha Rússia, o tráfico de drogas. Dramaturgo, mudou-se para Moçambique, onde mora e desenvolve projetos locais com o seu "Teatro Avenida".
Mankell estava em um dos navios que foi abordado a tiros na desastrosa ação da marinha israelense e publicou notas da viagem e do choque, publicados inicialmente pelo jornal espanhol EL PAIS, conforme você pode conferir.

O autor era um dos "terroristas" ao lado de Corrigan Maguire, prêmio Nobel da paz no ano de 1976, uma pacifista irlandesa, que militou contra os radicais protestantes e católicos que se matavam uns aos outros [sempre em nome de Deus] na Irlanda. Aliás, o mesmo que fazem os radicais judeus e islâmicos, que matam-se em nome Deus e de Alah [no caso dos judeus, devidamente apoiados pelos radicais cristãos, principalmente a direita evangélica dos EUA, que também adoram uma "guerra santa"].

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